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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Combater a Corrupção, SIM. Mudar o Que Está Certo, Não.

Do Bolsa Família ao PRONATEC: A rota da inclusão pela educação (A história do Weverton e de  milhares de jovens)

A rota da inclusão pela educação

31/08/2015 12:55
Beneficiário do Bolsa Família, jovem de Arapiraca (AL) conquistou a medalha de prata na WorldSkills, maior competição internacional de educação  profissional
Brasília, 31 – Ser um dos melhores do mundo na sua profissão. Um objetivo  que poderia parecer distante a muitos. E que foi alcançado por um jovem de apenas 21 anos, beneficiário do Bolsa Família. O alagoano Weverton Guilherme Santos Silva conquistou o feito ao ganhar a medalha de prata na modalidade Construção em Alvenaria na WorldSkills 2015, a maior competição de educação profissional do planeta.
Morador de Arapiraca (AL), o estudante passou, durante um ano e dois meses, pela capacitação de Pedreiro de Edificações do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego  (Pronatec). “O curso é muito importante para os jovens. A capacitação profissional é uma porta que se abre”, afirma. “Minha base completa para participar do Worldskills veio do curso. O que um pedreiro convencional faz não é voltado para este tipo de competição, não dá para desenvolver os projetos.”
Divulgação/Senai-AL
Weverton lembra como o acompanhamento que as prefeituras fazem da frequência das crianças do Bolsa Família em sala de aula ajudou ele a sonhar mais alto. “O Bolsa Família se torna um incentivo para a criança e para o jovem não perder o vínculo com a escola e terminar os estudos”, explica. Todos os meses, a mãe do  estudante, Maria Socorro dos Santos, 50 anos, tem direito a sacar R$ 112 do programa de complementação de renda.
Durante as provas da competição, realizada entre 12 e 16 de agosto, em São Paulo, Weverton Silva teve que construir três paredes com tijolo, cimento, argamassa, laminado e blocos, que representassem a camisa 10 de Pelé, uma mão e a palavra Brasil. “Um dos meus objetivos era mostrar que uma profissão discriminada  pode alcançar a excelência”, conta. Com o segundo lugar, o jovem ganhou uma bolsa integral para estudar engenharia civil. E ainda poderá fazer um curso de inglês sem gastar nada.
“O mercado de trabalho abre as portas para você quando se ganha um prêmio  como esse”, ressalta o estudante. Weverton já foi convidado a trabalhar em uma empresa do ramo de construção civil e para dar aulas na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Arapiraca. No entanto, ele quer continuar seus estudos.
Weverton Silva contribuiu para uma marca histórica brasileira na competição, com  a conquista de 27 medalhas. Foram 11 de ouro, 10 de prata e 6 de bronze, além de 18 certificados de excelência. Na pontuação geral, o time brasileiro ficou em primeiro lugar, deixando para trás países como Coréia do Sul, em segundo, e Taipé Chinesa, em terceiro.

Informe-se, Para Não Falar Bobagem.

7 informações para você não falar bobagens sobre a redução dos ministérios

Brasilia01_Esplanada
Os governos do PT incharam a máquina pública? Não, e os números mostram isso. Mas por que será que a mídia insiste em escondê-los?
José Augusto Valente na Carta Maior 
Esse assunto, volta e meia, reaparece no debate nacional. Geralmente, de forma torta, como tentarei demonstrar a  seguir.
A primeira pergunta, que quase ninguém se faz, é: qual o número adequado  de ministérios, empresas, autarquias, cargos, funções e funcionários públicos?
A resposta a essa pergunta é óbvia: depende!
Se o projeto vencedor nas eleições fosse o do Aécio ou o da Marina, a ideologia do “estado mínimo”, que eles defendem, teria como consequência o enxugamento  da máquina pública.
Entretanto, o projeto vencedor, em 2014, foi o liderado por Dilma. Este projeto é o  que dá resposta à sociedade sobre mais educação, mais saúde, mais saneamento, mais infraestrutura, mais direitos humanos. O mesmo projeto vencedor das eleições de 2002, 2006 e 2010. Exige um estado muito maior que o mínimo de triste lembrança (FHC).
Não houve aumento de ministérios – ou de secretarias com status de ministério – em relação aos governos exitosos de Lula e Dilma. O que nos permite dizer que  houve eficiência e eficácia na condução dos programas e nas políticas de governo. Deste governo!
Leio gente escrevendo que é preciso dar mais “racionalidade” à gestão, constituindo superministérios, num total de 20, no máximo. O que pode ser mais racional do  que uma estrutura vencedora, com uma infinidade de programas que mudaram a cara do país?
Leio também que o motivo dessa redução de ministérios, cargos e funções é  para reduzir gastos, uma sinalização de que o governo está “cortando na própria carne”!
Já vimos que não se sustentam os motivos políticos e de “racionalização”. Vamos  ver como fica o argumento de “redução de gastos”.
A imprensa e a oposição não cansam de repetir a falácia de que Lula e Dilma aparelharam a máquina pública federal, nomeando petistas para os 25 mil  cargos comissionados disponíveis. Teve candidato a presidente que afirmou que cortaria mais da metade desses cargos, direcionando mais recursos para o interesse dos usuários.
A vantagem que leva a oposição é que a imprensa não está aí para checar  essa informação. Assim, podem repetir qualquer coisa ad nauseam, sem precisar provar nada e sem ser confrontada.
1) Se a imprensa fosse verificar a informação, de cara descobriria que o  ex-presidente Lula, em 2005, através do Decreto nº 5.497/2005, considerou exclusiva dos servidores de carreira a ocupação de 75% dos cargos em comissão DAS níveis 1, 2 e 3 e 50% dos cargos DAS nível 4.
2) Vale dizer que esses quatro primeiros níveis de cargos em comissão  representam quase 95% do total dessas vagas. Isso mesmo, 95%! O que significa que a imensa maioria desses cargos é ocupada por servidores públicos de carreira. Quem conhece a Esplanada dos Ministérios sabe que são muito poucos os funcionários públicos de esquerda.
3) É importante destacar ainda que o número de cargos em comissão  aumentou proporcionalmente menos que o total de servidores. Em 2002, haviam 19 mil cargos comissionados. Em 2014, haviam 23 mil. Entretanto, a relação cargos comissionados/total de servidores em 2002 era de 3,8% e em 2014 caiu para 3,7%. Caiu pouco, mas, ao contrário do que diz a oposição, não aumentou.
A imprensa gosta de insinuar que esses cargos comissionados são remunerados  com salários muito altos. Falso ou verdadeiro? Falso!

4) Diferentemente do salário da grande maioria do funcionalismo federal, fortemente valorizado durante os governos de Lula e Dilma, os salários médios dos cargos  em comissão ocupados por pessoas sem vínculo com o governo caíram em termos reais, passando de um salário médio real (em valores de 2013) de R$6.155,00, em 2002, para R$4.296,00, em 2014. Esse é o salário médio das pessoas que dirigem políticas como o Bolsa Família, o Luz para Todos, a Saúde, políticas que envolvem a aplicação de bilhões de reais e que impactam positivamente a vida de todos os brasileiros.
A oposição finge não saber que os cargos comissionados requerem elevado nível  de responsabilidade e conhecimento técnico e, por isso, a maioria dos que os ocupam é altamente capacitada, mesmo com esse salário médio.
Fala-se também do “inchaço” da máquina por Lula e Dilma, insinuando que  haveria uma contratação desenfreada de servidores públicos. Cabe então a pergunta: E os gastos com pessoal, estão descontrolados?

5) No período 2002-2014, a população aumentou quase 20%, o PIB cresceu uns 40% e as despesas com funcionalismo reduziram, como percentual do PIB. Era 4,8% em  2002 e chegou, em 2014, a 4,3%. Apesar do total de servidores ativos ter passado de 486 mil para 607 mil, nesse mesmo período.
Bom lembrar, como já disse antes, que servidores públicos é que garantem  o funcionamento das principais políticas públicas pelas quais a população demanda e que tiveram grande aumento nos últimos 12 anos.

6) Por exemplo, na educação o número de servidores aumentou de 165 mil, em  2002, para 260 mil, em 2014. A grande maioria deles como técnicos e professores, porque foram criadas mais de 400 novas escolas de educação profissional, científica e tecnológica, mais que triplicando o número de unidades existente em 2002.
7) Além disso, foram criadas 18 novas universidades em 152 novos campi, mais  que dobrando o número de matrículas e de municípios com instituições federais.
E onde essas informações podem ser checadas? Aqui.
Penso que fica razoavelmente demonstrado que a presidenta Dilma pode e deve fazer alguns ajustes em relação a ministérios, autarquias, empresas etc. Mas tendo  como objetivo o aumento da eficácia das políticas públicas e não a conversa fiada de redução de gastos ou “maior racionalidade na gestão”.
Cortar ou fundir ministérios, para reduzir o número total, é tudo o que a oposição  quer que Dilma faça: dar um tiro no pé!

Quem Tem Medo da CPMF??


Quem tem medo da CPMF?

Por que têm medo de um imposto direto, que recai sobre quem gasta mais? Por que rejeitam um imposto que não pode ser sonegado?

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Senadores comemoram fim da CPMF
Bastou o governo anunciar a intenção de retomar a proposta da Contribuição Provisória  sobre Movimentação Financeira (CMPF) para que chovesse uma quantidade de afirmações da disposição de rejeitar a retomada do imposto sobre o cheque. Desde dirigentes do parlamento, que geram novos e exorbitantes gastos do governo, mas querem aparecer demagogicamente, como os que defendem a população contra novos impostos. Passando por grandes empresários, conhecidos pela sonegação de impostos, que querem fazer passar a ideia de que iniciativas como essa dificultariam a retomada dos investimentos. Chegando ao useiros ventríloquos na mídia, com seu discurso pronto contra qualquer iniciativa de democratização tributária.
Por que eles têm medo de um imposto direto, que recai sobre quem gasta mais? Por que rejeitam um imposto que não pode ser sonegado? Por que não aceitam  um imposto que retira recursos de quem ganha mais para financiar o mais democrático sistema de saúde pública do mundo?
Porque eles se atendem nos planos privados de saúde. Porque eles  sonegam impostos. Porque eles preferem impostos indiretos, em que os pobres e os ricos pagam a mesma quantia.
Se sabia que a reação desses setores seria dura. Sempre foi. O anúncio não foi o mais hábil, porque foi invertida a lógica: primeiro se deveria fazer o que faz o ministro  da Saúde: mostrar as necessidades de financiamento do sistema público de saúde. E aí apontar como a CPMF é a forma mais democrática de financiá-lo.
A direita e seus porta-vozes economicistas sempre se valem do isolamento das cifras econômicas do seu sentido social. Mais imposto? Não? Sem mencionar a  que necessidade responderia o novo tributo.
Temos que inverter o procedimento: enunciar as necessidades que precisam  ser cobertas, explicar como é falso o raciocínio de que se paga excessiva quantidade de impostos no Brasil, explicar o caráter democrático e redistributivo de um imposto como a CPMF, pelo qual quem tem mais transfere recursos para financiar o sistema publico de saúde, o SUS, que atende a toda a população.
Não será possível restaurar a CPMF – que foi eliminada pela aliança espúria da direita, do centro e da ultra-esquerda (recordar a cena imoral de Heloísa Helena, então presidente do Psol, comemorando com a direita, a derrota a tentativa do governo  de dar continuidade ao imposto que financia o sistema publico de saúde) – sem um grande trabalho de convencimento prévio de amplos setores da população e do próprio parlamento.
Mas, ao mesmo tempo, o Sistema Único de Saúde (SUS) será duramente afetado se não conseguirmos essa ou outra via de conseguir os financiamentos que o  sistema necessita. Democratizar é desmercantilizar, é colocar na esfera pública o que hoje está na esfera mercantil. Transformar em direito o que hoje é mercadoria.
Lê também no Blog sobre o tema :

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Até Tu, OAB/PR ??

OAB do Paraná: de progressista a vanguarda do atraso

OAB-PR vai para cima de vereadores, sobretudo dos pequenos municípios, mas “afrouxa a tanga” para a magistratura que promove farra de auxílio disso e daquilo; autarquia dos advogados coloca-se ainda contra mais recursos para a saúde e controle de sonegadores por meio da recriação da CMPF, além de concordar com a eliminação da presunção da inocência de réus; ou seja, outrora progressista, a seccional paranaense flerta agora com o conservadorismo; não seria hora de mudar?
OAB-PR vai para cima de vereadores, sobretudo dos pequenos municípios, mas “afrouxa a tanga” para a magistratura que promove farra de auxílio disso e daquilo; autarquia dos advogados coloca-se ainda contra mais recursos para a saúde e controle de sonegadores por meio da recriação da CMPF, além de concordar com a eliminação da presunção da inocência de réus; ou seja, outrora progressista, a seccional paranaense flerta agora com o conservadorismo; não seria hora de mudar?
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Paraná, curiosamente, andou para trás nos últimos no que se refere a posturas políticas. Outrora voz progressista, a entidade agora faz coro com o conservadorismo e o “senso comum” do atraso arrotado pela velha mídia.
No último fim de semana, em Londrina, a OAB reuniu o VI Colégio de Presidentes da gestão 2013/2015. Além de voltar-se a questões umbilicais, dentre as quais a autarquia federal aprovou em nota as seguintes posições retrógradas:
“8. Manifestam-se no sentido da necessidade de licenciamento do deputado Eduardo Cunha do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados caso venha a ser recebida no STF a denúncia formulada pelo Ministério Público, pela prática de corrupção, bem como entendem necessário o licenciamento das autoridades públicas que tenham denúncias recebidas pelo Poder Judiciário, por crimes que possam afetar a livre condução de sua função.
9. Apoiam as manifestações da sociedade civil organizada em prol da redução do valor do subsídio dos Vereadores Municipais a níveis economicamente aceitáveis, bem como reforçam o desejo de economia financeira em todas as esferas de Poder.
10. Repudiam veementemente qualquer proposta legislativa tendente ao aumento das alíquotas de ITCMD pelo Governo do Estado do Paraná, bem como a recriação da CPMF pelo Governo Federal ou de qualquer outro tributo que venha a onerar o contribuinte e a classe produtiva, porquanto a sociedade brasileira não suporta mais o aumento da carga tributária e exige dos governantes propostas efetivas de redução dos gastos públicos.”
O diabo é que os advogados paranaenses querem o afastamento do presidente Câmara, Eduardo Cunha, antes mesmo de uma condenação “transitado em julgado”, ou seja, sem mesmo uma sentença final. A OAB joga por terra a presunção da inocência e abre precedente perigoso para que o Ministério Público inicie processo inquisitório no país.
O colegiado dos presidentes da OAB-PR manifesta-se ainda pela redução do salários nas câmara de vereadores, mas não teve coragem de opinar sobre os supersalários na magistratura e a farra dos auxílios-moradia da vida.
A OAB-PR também se colocou contra a recriação da CMPF, o único imposto que não daria para sonegar. O dinheiro (R$ 85 bilhões) seria destinado à saúde pública. A postura da seccional neste tema, curiosamente, é a mesma do PSDB. Será que a entidade tucanou de vez?
Em março passado, a mesma OAB-PR emitiu nota e pagou anúncio defendendo manifestação favorável ao golpe contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff.
Em tempo de neofascismo, a pauta da OAB-PR é uma temeridade democrática

domingo, 30 de agosto de 2015

Requião e o PMDB.

Contra “estupidez” de rompimento com Dilma, Requião vai disputar presidência nacional do PMDB

dilma_requiao
O senador paranaense Roberto Requião, em entrevista ao Blog do Esmael, neste domingo, (30), afirmou que vai disputar a presidência nacional do PMDB, provavelmente em novembro, contra a “estupidez” do rompimento do partido com a presidenta Dilma Rousseff e o PT.

Um dos mais ácidos críticos da política econômica do governo, Requião adiantou que colocará  na mesa de discussão um projeto nacional de desenvolvimento. “Não é um projeto alternativo porque não há um projeto de nação em andamento no país”, considerou.
No entanto, Requião apresentar-se-á na disputa do PMDB nacional em contraponto a enigmáticas figuras como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), do Senado, Renan Calheiro (AL) , e Geddel Vieira Lima, do diretório estadual da Bahia. Os três políticos defendem o afastamento dos peemedebistas de Dilma e do PT.
“Eu não conversei ainda com Michel Temer — o vice-presidente da República — sobre essa questão, mas o rompimento político do PMDB seria uma ‘estupidez’ sem precedentes. O partido tem  que apresentar uma proposta de nação”, disse o senador Requião ao Blog do Esmael.
Na última sexta-feira (28), em Curitiba, Requião liderou o lançamento nacional de uma Frente Popular e Democrática que prega mudanças na política econômica. O movimento suprapartidário serve  à estratégia de empurrar o governo Dilma à esquerda dos acontecimentos recentes.

Quem É Quem.

Quem é quem na lista tucana de Furnas

Janot, Janot, olha a biografia …

Do incansável Stanley Burburinho, a partir do Nassif:
Stanley Burburinho
Para quem ainda não viu a Lista de Furnas: os nomes dos políticos da oposição e os valores recebidos, veja neste link.
CAIXA DOIS TUCANO DE FURNAS
Relação completa de todos os polítcos que fizeram campanha usando caixa dois de FURNAS.
TUCANODUTO?
*Quem é quem e quem recebeu quanto na lista do caixa dois de Furnas *
A “Lista de Furnas”
- documento sobre um suposto esquema de caixa dois nas eleições de 2002, cuja autenticidade está sob investigação da Polícia Federal – é essencialmente uma lista tucana.
Confira nos gráficos abaixo.

Os candidatos do PSDB teriam ficado com mais de dois terços (68,3%) dos R$39,9 milhões que teriam sido distribuidos a 156 políticos por empresas fornecedoras da última grande estatal do ramo elétrico. O PFL fica com um segundo lugar bem distante, 9,3%.
Mas, segundo a “Lista”, o dinheiro do PSDB não teria sido distribuido por igual. O grosso foi para três candidatos, que disputavam os três cargos mais importantes do esquema eleitoral tucano em 2002: José Serra, que pleiteava a Presidência, Geraldo Alckmin, candidato a governador de São Paulo, e Aécio Neves, que concorreu ao governo de Minas. Os três, conforme a “Lista”, teriam ficado com mais da metade do dinheiro do esquema de Furnas. Os demais 153 políticos que constam na “Lista” teriam dividido os 45,4% que restaram.
*A filiação partidária dos 156*
O PSDB também é o primeiro colocado em número de políticos entre os 156 citados no esquema que seria operado pelo então presidente de Furnas, Dimas Toledo, levado ao cargo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. São 47 tucanos na lista, cinco deles candidatos a cargos majoritários. O PFL comparece com 33 candidatos, apenas um a cargo majoritário (senador).
Veja a distribuição:
Outro modo interessante de ler o documento em exame na PF é comparar os nomes que constam ali com a relação dos membros da CPI dos Correios, que desde junho do ano passado investiga as denúncias de corrupção no Parlamento.

O primeiro destaque é para o deputado ACM Neto (PFL-BA), que tem se salientado pela estridência de seu desempenho na comissão. Ele teria recebido R$ 75 mil do esquema de Furnas. Quanto ao PSDB, constam da “Lista” três dos seus quatro deputados que são titulares ou suplentes da CPI. Figuram também entre os 156 um membro da CPI dos Correios pertencente ao PL e dois dos quadros do PTB.

Corrupção, O Que Você Precisa Saber.

Corrupção: os 4 erros mais comuns nas  interpretações dos “escândalos”

escândalos de corrupção protesto brasília

por Jean Wyllys*, reblogado do Pragmatismo Político
Existem quatro erros comuns que se repetem cada vez que um caso de corrupção vem à tona e se transforma no “escândalo”, sobre os quais precisamos  refletir:
1) O problema da corrupção não são os casos individuais, porém, cada vez que um caso de corrupção estoura na mídia, é tratado como se fosse um caso  isolado. Assistimos, então, à construção de um “vilão”, sobre o qual recai a culpa por algo que não é mais do que um sintoma de um problema sistêmico. Nenhum partido (nem o PSOL) está isento de ter, em suas fileiras, um corrupto. Se o problema fosse apenas existirem pessoas corruptas, não seria tão grave: a solução seria apenas identificar e expulsá-las. Mas sabemos que o problema não é esse.
A corrupção é um componente inevitável de um sistema de governo em que  as campanhas são financiadas por bancos, empreiteiras, empresários do agronegócio, igrejas fundamentalistas milionárias e todo tipo de lobistas; a governabilidade se garante comprando votos no Congresso (e o “mensalão”, seja petista ou tucano, não é a única maneira de se fazer isso; existem formas indiretas, como a distribuição, entre partidos aliados, de ministérios e órgãos públicos em função não do mérito, mas do orçamento) e governantes e parlamentares se preocupam mais em agradar empresários e corporações do que em manter o espírito republicano.
2) O problema da corrupção não é só moral. O “udenismo” costuma dominar o debate sobre a corrupção, e tudo é reduzido a desvios éticos individuais. A corrupção é também um problema econômico (porque são bilhões de reais que “somem” do orçamento da União, dos estados e dos municípios) e, sobretudo, um  problema POLÍTICO.
A corrupção acompanhou a aliança com o poder financeiro e o agronegócio; veio junto com submissão ao fundamentalismo religioso e com os acordos cada vez  mais escandalosos com pilantras disfarçados de pastores que dominam o Congresso; acompanhou o uso da repressão contra o povo nas ruas e a adoção do discurso da “segurança nacional” que, no passado, foi usado para reprimir aqueles que hoje estão no governo. Ou seja, o que houve não foi uma degradação moral, mas uma renúncia ideológica e programática.
E, por isso, a grana e os privilégios do poder substituíram, em muitos petistas (não em todos nem mesmo na maioria militante!), as convicções e a vontade de mudar o mundo como razão para se engajar na política. Então, se realmente quisermos acabar com a corrupção, o primeiro passo é voltar a dotar a política de sentido e conteúdo, para que mais gente entre nela desejando mudar o mundo e não ficar  rico.
3) O problema da corrupção não é apenas a violação das normas, mas o fato de ela muitas vezes ser as próprias normas. Um bom exemplo disso é o financiamento  de campanhas, que está sendo julgado pelo STF: se um candidato faz uma campanha milionária financiada por empreiteiras e empresários do transporte e, já eleito, tem que decidir entre aumentar ou não a passagem de ônibus ou tem de escolher entre os direitos dos moradores e os interesses de uma empresa cujo projeto imobiliário implica em removê-los, qual será mesmo a escolha dele? Se um senador teve sua campanha financiada pelo agronegócio, vai votar a favor de que tipo de Código Florestal?
Sendo assim, esse sistema eleitoral, que leva à formação de mega-coligações  para garantir a governabilidade, não pode prescindir da corrupção. Ou vocês acham que o partido do sistema, que já foi aliado de petistas e tucanos, vai votar as leis porque lhe parecem boas se não tiver mais dois ministérios em troca? Tem inúmeras condições estruturais que favorecem ou até impõem a corrupção como combustível necessário para o funcionamento do sistema. Por isso, de nada adianta fazer, da corrupção, um problema apenas moral se não fizermos mudanças estruturais; se não mudarmos as regras do jogo.
4) A corrupção não é o único nem o mais importante problema da política. Vamos supor, por um instante, que fulano, candidato a presidente, governador ou prefeito, é uma pessoa comprovadamente honesta, no sentido mais restrito do termo: jamais usaria do cargo para se beneficiar ou beneficiar amigos e  familiares; jamais enriqueceria com dinheiro público; jamais roubaria ou seria cúmplice ou partícipe de um roubo. Contudo, esse mesmo fulano defende uma política econômica que prejudica os trabalhadores; é fundamentalista, racista, homofóbico, tem ideias ultrapassadas sobre as relações humanas; é autoritário, personalista e etc. logo, a honestidade dever ser um dos requisitos para se escolher um político, mas não podemos nos esquecer de que o mais importante é a política que ele faz ou propõe: as ideias, o programa, a visão de mundo, os interesses em jogo.
Colocar a corrupção, como já dissemos, como um problema moral, exclusivamente individual, identificado apenas com um determinado setor político e, ao mesmo tempo, despolitizado no sentido mais amplo, é também uma forma de esconder os verdadeiros debates de que o país precisa, como se todos os nossos problemas se reduzissem a três ou quatro escândalos convenientemente destacados nas manchetes.
*Jean Wyllys é professor universitário e deputado federal pelo PSOL

A Que Ponto Chegamos.

Lima, a Geovana estuda em um colégio no Paraná e fez um abaixo-assinado pois está  indignada com a situação que o local se encontra. Teto caindo e janelas quebradas estão atrapalhando seu desenvolvimento e de seus colegas. Ela pede que o governo reverta esta situação!Clique aqui para ajudá-la

Assine agora pela reforma no colégio Castro Alves!

Geovana Souza 
Pato Branco
Eu, Geovana, aluna do colegio Castro alves em Pato Branco (PR), estou indignada com  a situação em que o colégio se encontra.Teto caindo, portas sem tranca, janelas quebradas, ventiladores que não funcionam e etc. Todos os alunos reclamam disso, e eu, através desse abaixo-assinado, peço que façam alguma coisa, que o governo reverta essa situação, e que todos nós alunos do Castro Alves possamos ter um lugar bonito e agradável para podermos estudar sem ter que ter alguma preocupação.

Diz o Ditado: "Diga-me Com Andas, Direi Quem Tu És"

Ratinho Jr, deputado Tiago Amaral e outros figurões do governo Beto Richa  serão testemunhas de Luiz Abi

testemunhas
O primo do governador Beto Richa (PSDB), Luiz Abi Antoun, indiciado na Operação Publicano do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por participar do esquema de corrupção na Receita Estadual, convocou políticos importantes como testemunhas de  defesa no processo em que é réu.

Estão na lista o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Jr (PSC); o presidente  da Fomento Paraná, Juraci Barbosa; o coordenador da Região Metropolitana de Londrina (RML), Vitor Hugo Dantas; o deputado estadual Tiago Amaral (PSB), e o prefeito de Assaí, Luiz Alberto Vicente (PSDB), conhecido como Mestiço.
Segundo reportagem da Folha de Londrina, a defesa de Abi não informou os motivos pelos  quais essas pessoas foram arroladas, se têm conhecimento dos fatos, ou seja, da suposta organização criminosa que funcionava na Receita Estadual de Londrina, da qual ele seria um dos líderes; ou se se seriam as chamadas “testemunhas abonatórias”, cuja finalidade é falar sobre a vida pregressa do réu, acentuando qualidades de caráter.
Há ainda quem veja nessa escolha uma manobra jurídica para procrastinar o processo e tentar fazer com que os supostos crimes de Luiz Abi prescrevam. Detentores de cargos de primeiro escalão no governo e mandato de deputado, por exemplo, têm foro privilegiado, e sua participação  como testemunhas na ação criminal seria complexa e demorada, abrindo espaço para manobras protelatórias que poderiam atrasar o processo indefinidamente.
Mas não deixa de ser sintomático que figuras de destaque do governo Beto Richa e do grupo político do governador sejam testemunhas no julgamento do acusado de corrupção dentro do  próprio governo. Sempre restará a pergunta: quem sabia e quem realmente fazia parte do esquema?
Com informações da Folha de Londrina.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O Artista dos Artistas










O artista plástico José Carlos Amaral transforma sucata em obra de arte. Em seu ateliê em Barbosa Ferraz  robôs e objetos relacionados a regiões específicas com peças e produtos que, geralmente, seria jogados no lixo. Quem vê as sucatas na oficina não imaginam que elas são cuidadosamente transformadas em motos, colheitadeiras, robôs, triciclos, tratores e até em locomotivas em miniaturas. Isso, sem falar também de animais como gatos, pássaros e até insetos. As peças são produzidas pelo mecânico José Carlos  Amaral, 60 anos. Sua oficina, aliás, se tornou parada turística na cidade em Barbosa Ferraz devido ao seu inusitado trabalho e imaginação. A peças de Amaral são produzidas a partir de parafusos, porcas, arames, pedaços de correntes, rolamentos, velas de automóveis, molas, e muita solda. O trabalho requer muita paciência e criatividade. Há peças, segundo o artista plástico, que levam até 20 dias para serem feitas. No entanto, ao fim de cada produção, Amaral garante que o tempo dedicado vale à pena. “Não importa quanto tempo levo para fazer cada peça. No final à satisfação compensa qualquer dificuldade”, comentou. “Eu não copio de ninguém nem faço réplicas. É um amontoado de peças formando uma figura ou objeto”, esclareceu.
Parabéns JOSÉ CARLOS AMARAL você é o artista dos artistas.